quarta-feira, 3 de julho de 2019

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Foto por Nick Morrison.
Olá, escritores!
Chegamos ao nosso queridíssimo mês de julho e, como já é de tradição por aqui, temos um Desafio Criativo especial para as férias.

Nosso objetivo principal é ajudar cada autor a mergulhar em si para encontrar a fonte de criatividade e, por consequência, de material para a escrita. Sendo assim, organizamos um arquivo com cinco grande temas para serem desenvolvidos em cada uma das cinco semanas do mês. São eles:



Em cada tema, os autores encontram duas propostas de escrita que ajudam tanto na criação quanto no planejamento da carreira de escritor. Bacana, não?

Quer participar?


Então basta escolher abaixo qual dos e-books você quer (o conteúdo é o mesmo, só mudam as capas) e começar a escrever. Você pode ou não compartilhar os textos criados, mas pedimos que, no fim do mês, você uma passada lá no nosso grupo do Facebook para compartilhar como foi a sua experiência. 😉

Para realizar o download, escolha qual capa que você gosta mais e dê aquela força compartilhando nas suas redes sociais clicando no "Pay with a tweet" que está embaixo das imagens. Assim que você o fizer, o link para download do arquivo ficará disponível para você.






Bom trabalho a todos!

sábado, 1 de junho de 2019

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Foto: Bruna T. Russo.

Olá, escritores!
É com muita felicidade que publicamos este post! Estamos aqui para convidá-los para o lançamento do primeiro livro de uma das nossas moderadoras. A Intermitência das Coisas: sobre o que há entre o Vazio e Caos foi escrito pela Fernanda Rodrigues, teve leitura crítica das outras duas moderadoras do projeto (Ane Carol e Ayumi Teruya) e está sendo publicado pela Editora Penalux.

Foto: Bruna T. Russo.


O evento será no dia 08 de junho, às 16h horas, na Casa Elefante, em São Paulo. Neste dia, além dos autógrafos, haverá uma performance artística das atrizes do Na Companhia do Útero e um sarau com microfone aberto para os amigos escritores que queiram apresentar seus textos. :) Sendo assim, apareçam com os seus textos!

Confirme a sua presença no evento do Facebook

A Intermitência das Coisas é o primeiro livro publicado da paulista Fernanda Rodrigues, e o seu processo de escrita surgiu em paralelo à elaboração do livro de breve narrativas que ela escreveu durante a minha pós-graduação em escrita de ficção. Nele, há um retrato da movimentação da poeta no espaço contemporâneo, suas mudanças e os aprendizados e, principalmente, como os ciclos que se iniciam e que se findam preenchem o vácuo que habita entre o vazio e o caos.

É muito bacana ver escritores do Projeto Escrita Criativa ganhando asas! Contamos com a presença de todos vocês, ok?

Lançamento do livro A Intermitência das Coisas: sobre o que há entre o Vazio e o Caos
Autora: Fernanda Rodrigues
Data: Sábado, 08 de junho de 2019
Horário: das 16h às 18h30
Local: Casa Elefante (ver mapa abaixo)
Endereço: Rua Cesário Mota Junior, 277 Sobreloja, 01221-020 São Paulo/SP
Clique aqui para acessar o evento no Facebook.


Até sábado!

terça-feira, 14 de maio de 2019

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Calí Boreaz e Tadeu Rodrigues.
Olá, escritores! 
Nas últimas semanas, a nossa moderadora, Fernanda Rodrigues, esteve no Festival Literário Internacional de Poços de Caldas – Flipoços – e hoje começamos uma série para compartilharmos um pouco do que aprendemos com a vivência dela por lá.

A borboleta monarca foi o símbolo dessa edição do Flipoços por estar presente em todos os continentes.

A poesia e a mudança de narrativa 


No primeiro dia de evento, vimos o encontro da poeta portuguesa Calí Boreaz, com o também poeta poços-caldense Tadeu Rodrigues. Ambos falaram da importância do texto poético em dias tão duros quanto os atuais. Calí ressaltou como escrever poesia é um modo que ela tem de lidar com o exílio e como esse lugar de exilada é sempre de erro. Tadeu aproveitou a deixa para nos mostrar que o poeta se sente no lugar de erro justamente porque o mundo está frio. Ambos veem o gênero poético como a arte que vai na contramão do cotidiano acelerado que a modernidade impõe. Ler poesia exige do leitor justamente um tempo próprio – de assimilação e digestão tanto da forma, quanto do conteúdo. Para finalizar o encontro, os poetas leram poemas de seus lançamentos: Outono Azul a Sul (Calí Boreaz, Editora Urutau) e A Utilidade do Rascunho (Tadeu Rodrigues, Selo Doburro).

Abaixo, alguns vídeos que a Fernanda gravou sobre isso:

   




Leituras dos poemas:







Aprendemos que:
1. É importante refletir sobre o papel da arte no mundo em que vivemos e como ela impacta nas pessoas;
2. Que é importante saber falar sobre e ler a própria obra. 

No próximo post, contaremos o que aprendemos com a genialidade de O Jogo da Amarelinha, de Júlio Cortázar.
Até lá!

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

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Imagem por: @rawpixel


Ano Novo, novos sonhos...
Assim ela acreditava, mal sabia que seria o ano mais difícil da sua vida.
Ano que teve que enfrentar muitos desafios. Mas o maior deles foi enfrentar a si mesmo.

Teve que despir-se de todas as suas crenças para que o novo pudesse entrar.
E a cada novo aprendizado, acompanhado de muita sorte muito medo, aprendeu que era forte, mais forte do que jamais ousou imaginar.

Percebeu até que podia voar... Voar para lugares nunca antes explorados em sua imaginação.
Entendeu que a única pessoa que tinha o poder de limitar seus sonhos era ela mesma.

E, mesmo com a alma em frangalhos, ultrapassou todos os limites impostos por seu inconsciente. Terminou o ano de pernas para o ar, e do avesso. E, finalmente entendeu que o avesso era sua melhor versão.

Era o que estava oculto por tanto tempo e que gritou por anos sem ser ouvido.

O avesso...

Então se tornou pacífico e o pior ano da sua vida, foi o melhor ano da vida!

Texto produzido por Elaine Barbosa, a partir da proposta do Desafio Criativo  de fevereiro, que teve como tema dizer: Qual sua rede social favorita? . O desafio criativo estimula os autores a criarem uma história a partir do tema escolhido em nosso grupo no Facebook. Para acessá-lo, clique aqui.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

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Imagem por rawpixel.
Olá. escritor! 
Ano passado foi bem produtivo para os escritores e escritoras do Projeto Escrita Criativa. Tivemos muitos textos maravilhosos nas blogagem coletiva e nos desafios criativos. Alguns deles, sobre o processo de fazer literário. São eles que queremos destacar na postagem de hoje, pois acreditamos que eles podem te ajudar, principalmente se você tiver uma ideia, mas não saber muito bem o que fazer com ela. 😉

5 dicas para encontrar inspiração 

A escritora Ana Catarina escreveu no Tudo sob Linhas como ela usa dos cinco sentidos humanos para se inspirar e escrever. Que tal você ler o post dela e fazer esse exercício? Lá você ainda encontra uma dica extra. Clique aqui e confira!


5 dicas que ajudam a aumentar a tensão em uma história

Começou a escrever, mas sente que a sua narrativa anda sem emoção? Se você acha que não está conseguindo prender o seu leitor, é a hora de clicar aqui e ler o post da escritora Maria Vitoria, com 5 dicas que ajudam a aumentar a tensão em uma história.


5 dicas para ser um bom vilão 

Precisa de um vilão e acha que não consegue superar a Paola Bracho ou a Carminha? Seus problemas acabaram! A Sabrina, do blog Charme de Menina, não só listou as 5 principais características de um bom vilão, como também trouxe exemplos dos vilões preferidos dela. Quer conferir? Clique aqui.


5 dicas de livros que foram bem escritos 

Por fim, mas não menos importante, a gente sabe que para ser um bom escritor, tem que ser um bom leitor. Sendo assim, a escritora Rubyane Santos, do Epílogo em Branco, listou os cinco melhores livros que já leu. Clique aqui, conheça as obras e adicione-as à sua lista de leitura.


E você? Tem alguma dica preciosa para compartilhar conosco? 
Deixe aí nos comentários! :)

domingo, 3 de fevereiro de 2019

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Imagem por: rawpixel.
Olá, escritores! 
Que tal aproveitar 2019 e se jogar nos concursos literários? Participar de concursos é sempre uma oportunidade bacana para ter o seu texto publicado de algum modo, sem custo (ou com custo baixo). Sendo assim, deixamos abaixo uma lista de concursos e chamadas para publicação ordenada por prazo final para a realização das inscrições.

14 de fevereiro: Prêmio Sesc de Literatura;


31 de maio: Antologias Grupo Editorial Andross:
Boa sorte a todos! 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

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Imagem por: dimitrisvetsikas1969 / 11769 imagens.
Carola estava sentada na areia, admirando aquela imensidade de água. Muitas reflexões sobre a grandiosidade e exuberância das ondas, tomavam seus pensamentos já a algum tempo. 

Nem se lembrava de que chegou ali tão agitada, praticamente em pranto algumas poucas horas atrás.

Sua conexão com o mar era tão grande que nesse momento só existia ela e as ondas. Ela e o som enebriante das ondas. Sentia-se tranquila, respirava calmamente. Ela e o mar... Ela e as ondas... O mar e ela... As ondas e ela...

E, como se estivesse em profunda oração, respirando profundamente, repetia para si: que o mar leve tudo que é pesado, que dói, que não me traz paz...



Texto produzido por Elaine Barbosa, a partir da proposta da Blogagem Coletiva de janeiro, que teve como tema que o mar leve. A blogagem coletiva estimula os autores a criarem uma história a partir do tema escolhido também coletivamente em nosso grupo no Facebook. Para acessá-lo, clique aqui.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

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Imagem: lukasbieri.
Olá, escritor!
Se você tivesse que preencher um formulário e dizer a sua profissão, incluiria a literatura no seu currículo? Uma das maiores dificuldades do escritor no começo de carreira é justamente passar do "sou pseudo-escritor", "escrevo alguma coisa", "sou escritor amador" para a assertividade do "sou escritor". Então é sobre isso que quero falar hoje nesta postagem.

Por que é tão difícil se assumir escritor?

Acredito que os motivos estão fundamentados na visão que a sociedade tem do escritor. Normalmente, este ponto de vista varia entre dois polos: o primeiro é o do autor como ser iluminado, quase divino, que é o mais inteligente e intelectual da turma, sendo, então um ser inatingível; já o segundo, relaciona-se com a desvalorização das artes e humanidades em geral. Ou você vira um superstar, fazendo novelas da Globo ou turnês multimilionárias, ou você vai morrer de fome, vendendo miçangas na praia.

Encontramos, portanto, um problema grave. Este 8 ou 80 ignora as diversas nuances e, sobretudo, o esforço que há na carreira literária. Deve-se dizer que quem vive das artes não é um ser divino, mas alguém que trabalha duro - e sim, isso inclui os atores e cantores famosos -; que a arte, seja a literatura ou qualquer outra, pode ser aprendida e não depende de um milagre; que é possível ter sucesso (ainda que ele não esteja relacionado necessariamente com ter muito dinheiro) e que sim, não há nada de errado em viver de vender miçangas na praia.

Como tornar o ato de se assumir escritor mais fácil

A gente sabe que o falar é fácil, mas o fazer nem sempre é. Se assumir escritor muitas vezes envolve, vencer a timidez e a paciência de explicar a posição social do escritor (como fizemos no trecho acima), para quase todas as pessoas ao nosso redor. Sendo assim, deixamos abaixo algumas dicas:

1. Entender o papel social do escritor no mundo (e assumir uma postura humilde)
É fundamental que o escritor compreenda e aceite que o fazer literário é um fazer como outro qualquer. Assim como professores, médicos, advogados, engenheiros, gastrônomos e outros profissionais são pessoas normais, com suas lutas, perrengues e conquistas, o escritor também o é. Passar por cima do mito da genialidade e trazer a realidade para todos que o cerca contribuirá muito não apenas no momento de se assumir escritor, mas em todo o preâmbulo que a carreira exige.

Imagem: Tumblr.

2. Entender que pode ser uma armadilha esperar a musa inspiradora e a dor chegarem
Muita gente acha que escrever é algo de quando a gente se sente inspirado ou de quando está sofrendo apenas. O problema disso é que ao assumir esta postura fica mais difícil tratar a escrita como profissão. Já pensou se um engenheiro só construísse uma casa quando algo muito arrebatador na vida dele acontecesse ou se um bombeiro só fosse salvar vidas quando se sentisse verdadeiramente inspirado? O mundo seria um caos, não? Com a escrita é a mesma coisa. É importante ter uma rotina com uma regularidade para escrever. Há autores que escrevem todos os dias. Alguns deles se dão metas de quantidade de páginas ou de palavras escritas. Isso reforça tanto para eles quanto para quem convive com eles que ser escritor é uma profissão que deve ser levada a sério.

Sempre que tocamos neste assunto, surge alguém que diz: "ah, mas se eu sento e escrevo sem inspiração, sai uma bosta". Tudo bem. Escrever todos os dias não significa que tudo o que foi escrito será publicado e chegará a outras pessoas. Além disso, depois de escrever temos toda a etapa de preparação e edição do texto. A qualidade literária não pode servir de desculpa para procrastinação.

3. Entender que é preciso estudo
A profissão de escritor é muito democrática. Temos filósofos, médicos, biólogos, advogados, cantores, fotógrafos, químicos, e tantos outros profissionais que escrevem. Sendo assim, muita gente acha que escrever se resume a isso, a escrever, quando a história não é bem essa.

É preciso estudo. Ler literatura e não-ficção. Ampliar o conhecimento de mundo indo ao cinema, ao teatro, a museus. Estudar literatura: construção de personagens, de enredo, de ambiente, de figuras de linguagem, de público alvo, de importância de imagens, de métrica etc. Fazer cursos (sejam eles presenciais ou onlines). Estudar crítica literária, para saber dar feedback para outros escritores e, sobretudo, a entender o que melhorar no próprio texto. Ser escritor é estudar 24 horas por dia, 365 dias por ano. Não tem para onde correr.

4. Entender que é preciso acreditar no que você escreve e pôr a boca no trombone
Para um escritor que está começando a carreira agora, a divulgação boca a boca é fundamental. Ela começará com o próprio autor que falará em todos os lugares, de todas as formas, sobre a própria escrita. Para que as outras pessoas acreditem e queiram ler o que ele escreveu, é imprescindível que ele sinta que o escritor acredita de fato na própria obra.

Nota-se que tão importante quanto divulgar a própria obra é se autodeclarar escritor. Para começar, que tal um passo simples: coloque na sua assinatura de e-mail "Fulano de Tal, escritor". Você vai ver como uma ação simples assim vai lhe trazer coragem para se assumir escritor de outras formas.

5. Entender que publicar na Internet também é uma forma de ser escritor
Assim como há o mito da musa inspiradora, há também a lenda de que você só é escritor se publica livro físico. Isso não é verdade. Há plataformas de publicação gratuita (como o Wattpad e o Sweek), há modos de fazer autopublicação (como a Amazon e o Clube de Autores). Há sites e blogs. Há zines e revistas.

É legal ter um livro publicado? Sim, muito! Mas não se pode ignorar os outros meios de publicação digitais que levam o seus textos a tantos leitores.

6. Entender que é preciso estar dentro de uma comunidade de escritores
Estar dentro de uma comunidade de escritores ajuda muito a se desenvolver na profissão. Primeiro porque os autores costumam a compartilhar as ideias e angústias. Segundo, porque normalmente há uma troca de textos e esse processo de ler o que o colega escreveu e dar um retorno a ele é fundamental para a apuração do nosso olhar, para o nosso próprio texto. Terceiro, porque um escritor sempre acaba indicando o outro para o seu público e a comunidade se fortalece.

Onde encontrar uma comunidade para chamar de sua?
O Projeto Escrita Criativa tem um grupo no Facebook que tem esta proposta. Para fazer parte dele, clique aqui. Outra forma de conhecer outros escritores é participando de clubes de escrita, de oficinas literárias e de eventos relacionados à literatura (bienais, feiras, lançamentos etc.).

Faça o download do infográfico e leve estas informações sempre com você!
 (Para baixar:
- no computador, clique com o botão direito do seu mouse, depois escolha a opção "Salvar imagem como..."
- no celular: pressione a tela sobre a imagem, depois escolha a opção "Fazer download da imagem".)


Por fim...
Não há um momento exato que delimite o que é lazer e o que é profissão. Então, se você não passar a levar a carreira a sério, quem estiver ao seu redor nunca lhe verá como profissional da escrita. Você tem total capacidade de ser um excelente escritor e nós, do Projeto Escrita Criativa, acreditamos na sua potência! Esperamos que as seis dicas ajudem você a perder o medo de se assumir escritor e que a sua carreira literária deslanche em 2019!

Veja também o que é ser escritor na visão de seis autoras participantes do Projeto Escrita Criativa.

domingo, 6 de janeiro de 2019

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Imagem por Theglassdeck, sob licença Creative Commons.
Olá, escritores!

Apesar de tudo o que está acontecendo no nosso país nesse momento, o Projeto continua crescendo graças à vocês e hoje superamos os mil inscritos no nosso canal do Youtube! Só temos o que agradecer, somos escritores e devemos apoiar-nos nesse momento tão complicado para o mercado literário.

É por esse motivo que temos um presente especial para retribuir o carinho que vocês têm pelo Projeto! Em troca só pedimos um tweet ou um compartilhamento no Facebook para que a nossa voz possa chegar a mais escritores e interessados no mundo da escrita.


Mais uma vez obrigada pela colaboração, participação e apoio de vocês. Continuem escrevendo, a sua chance de brilhar está aí fora!

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

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Para começarmos o ano em mais bem decidirmos disponibilizar um calendário de 2019 decorado com frases da nossa Antologia Amor e Resiliência para que o ano de vocês já comece inspirador e mais organizado! 

Para baixar basta clicar nas imagens e fazer o download. 















segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

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Imagem por Artem_Apukhtin.
Com o ano novo batendo à porta, muitos escritores começam a pensar nos próximos projetos literários a serem escritos. Quais histórias contar? Onde essas histórias se passarão? Quais são os personagens envolvidos e como desenvolvê-los? Narrar em primeira ou em terceira pessoa? São muitas as dúvidas que envolvem essa demanda de escrever um livro e, embora a gente saiba que não há uma fórmula mágica, estamos aqui para te dar algumas dicas.

Como começar o seu romance

1. Enfrente a primeira página

Muitas vezes o escritor não sabe por onde começar. Nessas horas, busque por inspirações seja no ambiente em que você está inserido, em músicas, em filmes, em séries, ou na Internet (o Pinterest é um ótimo lugar!). Comece escrevendo o que está na sua cabeça, até transformar a ideia em uma cena. Lembre-se que o movimento de enfrentar a página em branco é primordial. É melhor começar com uma fala/cena que não está tão clara e depois trabalhar nela, do que não começar.

2. Dê importância para primeira página

A primeira página é a porta de entrada para a sua história, por isso ela não pode ser entediante. Lembre-se que é por meio dela que você conquistará o seu agente literário, o seu editor e, sobretudo, o seu leitor. Para que eles se sintam motivados, é importante incluir nas primeiras cenas uma ação seja ela física ou mental. Isso fará com que o seu leitor se envolva com a narrativa.

3. Releia o que você já escreveu em voz alta

Quando você achar que o seu texto está começando a ganhar forma, releia o que já foi escrito em voz alta. O ato de se ouvir ajuda a perceber furos que a leitura silenciosa e o olhar viciado para o texto deixam passar sem querer.

4. Pense nos "Por quês?"

Ter em mente todos os "por quês?" ajuda a tomar decisões sobre o caminho que a narrativa deve seguir. Veja alguns exemplos do que você, enquanto autor, pode se se perguntar:
  • Por que meu personagem principal vai para determinado lugar?
  • Por que ele age de tal forma?
  • Por que os outros personagens regem como reagiram com a ação do personagem principal?
  • Por que o clima da narrativa está como está?
  • Por que meu personagem principal precisa de amigos/inimigos?
  • Por que ele fez determinada ação no passado?
  • Por que ele precisa aceitar/rejeitar tal proposta?
  • Por que ele é reativo/feliz/apático/inteligente/rico/pobre/saudável/doente/etc.?
  • Por que ele se une/se separa das outras pessoas da narrativa?

5. Peça uma leitura crítica

Depois que o seu rascunho estiver pronto, peça por uma leitura crítica. É importante compartilhar o texto com alguém que tenha tanto um olhar de leitor, quanto um olhar mais técnico (de escritor, revisor, editor), que possa te dar um feedback adequado sobre o que funciona e o que não funciona, das partes que precisam ser melhor trabalhadas e das que estão ok. Quando você for escolher uma pessoa para este tipo de trabalho, é bacana selecionar alguém que também domine a temática do seu livro e que tenha um olhar sensível para as questões que você tenha abordado.

Clique com o botão direito, escolha a opção "Salvar imagem como" e leve este infográfico com você! 😉


Seguindo essas cinco dicas, você estará pronto para fazer os ajustes necessários para entregar um bom livro aos seus leitores. 

Boa escrita!

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

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O NaNoWriMo acontece todos os anos, durante o mês de novembro.
Olá, escritores!
Aqui é a Fernanda Rodrigues, uma das moderadoras do Projeto Escrita Criativa. Este post é uma adaptação do post "Como participar do NaNoWrimo em 7 passos", que publiquei em 2015, no meu blog pessoal, o Algumas Observações. Resolvi trazê-lo para cá, porque muitos escritores procuram o Projeto Escrita Criativa com dúvidas de como participar do NaNoWriMo.
Vamos lá?

Página Inicial do National Novel Writing Month.

O que é o NaNoWriMo?

O NaNoWriMo é uma iniciativa coletiva, um desafio para todos que um dia sonharam em escrever literariamente. Tudo começou em 1999, com um grupo formado por 21 americanos de São Francisco. De lá para cá, o desafio cresceu e, atualmente, estimula seus escritores de redigir um romance de 50.000 palavras durante o mês de novembro. A proposta é valorizar o entusiasmo, a determinação e prazo para que qualquer pessoa escreva o seu próprio livro.

É uma meta grande? É. 
É desafiadora? Sim, muito. 
Mas fica a pergunta: por que não tentar?

Como participar?

1. Faça o seu cadastro no site, completando os seguintes dados: 

  • Crie um nome de usuário;
  • Escreva um e-mail válido;
  • Confirme (reescreva) o e-mail válido;
  • Crie uma senha;
  • Confirme (reescreva) a senha;
  • Desmarque aquele "yes" e escolha o seu fuso horário (para quem está no Horário de Brasília é o "GMT -3:00 Brasilia");
  • Marque que você tem mais de 13 anos;
  • Marque que você concorda com os termos de uso;
  • Clique em "sign up".
  • Abra o seu e-mail e clique no link que há lá;
  • Faça o login com o usuário (ou e-mail);
  • Escolha a sua região (Central & South America :: Brazil) e clique em "next";
  • Complete o seu cadastro clicando no item 1. Fill out your profile (acesse esta parte clicando em "complete your profile"). Lá você pode colocar uma foto no perfil e acrescentar informações sobre suas preferências e ver todas as suas conexões com outros autores e os dados sobre a sua história.

2. Crie a sua história

Fala sério, esta é a melhor parte desse cadastro todo: registrar a história! Clicando em Announce your NaNoWriMo novel now!, abrirá uma tela para você preencher com o título do romance (Novel title), escolher o gênero do seu romance (Novel Genre), escrever uma sinopse (Short synopsis) e um excerto (Novel excerpt). Preencheu tudo? Clique em "Create a novel".

3. Escolha a sua região

Clicando em choose a home region, aparecerá uma tela escrita Central & South America :: Brazil. Ao clicar ali, você terá acesso aos fóruns, a maior parte deles em português (aaaaaeeeee!)
Vale dizer que os fóruns aparecem na parte inferior da tela, então, use a barra de rolagem para que eles apareçam!

4. Ganhe insignias


Conforme você vai completando os dados no site e avançando na escrita da sua história, vai ganhando insignias para celebrar! Elas são divididas em três categorias: de participação, de escrita e de conquistas pessoais.

5. Inspire-se!

Se você sabe inglês, uma boa dica é olhar os recursos do próprio NaNoWriMo e o seu grupo oficial no facebook. Se você não sabe, pode procurar apoio nas comunidades do facebook (aqui) e no Google (clique aqui para ver o que ele diz sobre).

6. Escreva

Pode ser do estilo que se planeja ou do estilo que apenas senta e escreve. Independentemente de qual grupo você faça parte, escreva! Você pode se expressar na língua que quiser, desde que coloque no papel todo o fabuloso universo que está na sua mente.
Na parte superior da tela, haverá um contador de palavras, indicando o seu progresso. Lembre-se: a meta é de 50.000 palavras.

7. Faça o upload da sua história

A partir do dia 20 de novembro, você pode fazer o upload da sua história completa e conquistar a insignia de "missão cumprida"! Quando você receber este badge, deve clicar nele para constar no seu perfil que você terminou o seu romance.

Palavras finais

Novembro já está batendo à porta, então, inscreva-se e tente. Será trabalhoso, mas igualmente divertido, lhe garanto!

Compartilhe aqui nos comentários se você já participou do NaNoWriMo ou se vai tentar este ano. Vamos trocar experiências!

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

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Olá, escritores!
Vocês sabiam que o dia 12 de outubro, além de ser Dia das Crianças, é o Dia Nacional da Leitura?Sendo assim, fizemos uma lista com livros que podem ser lidos para crianças e jovens, como forma de celebrar a literatura! Confira! ;)

Livro: Coisa de Menina
Autora/ilustradora: Pri Ferrari
Editora: Companhia das Letrinhas
Sinopse: O que é coisa de menina? Oras, isso é algo que toda menina (e todo menino) deveria saber muito bem. Afinal, é na infância que a gente percebe que não existe regra e que todo mundo pode tudo: tem menino que gosta de brincar de casinha, tem menina que gosta de construir foguete. Por que, então, temos que nos adaptar a certos padrões de comportamento? Por que ainda dizem por aí que certas coisas não são apropriadas para mulheres?
Este livro é para todos aqueles que acreditam na liberdade como a melhor escolha — e que têm certeza que meninas fizeram, fazem e farão muito mais.


Livro: Caderno de Rimas do João Autor: Lázaro Ramos 
Ilustrador: Mauricio Negro 
Editora: Pallas 
Sinopse: Caderno de rimas do João é o primeiro livro do autor e ator Lázaro Ramos publicado pela Pallas Editora. O menino João encanta os leitores com rimas espontâneas e temáticas diversas. Ele nos apresenta, de um jeito divertido, os assuntos de um modo mais colorido. Além do texto escrito por Lázaro Ramos, O livro conta com as ilustrações do renomado Mauricio Negro. Uma combinação que só podia dar certo! Venha você também se encantar com as rimas do João!



Livro: O menino eu chovia 
Autor: Cláudio Thebas
Ilustrador: Iran Zigg
Editora: Companhia das Letrinhas
Sinopse: Quem não conhece o menino que leva a bola do jogo para casa quando seu time está perdendo? E aquele que faz careta quando vê um prato de sopa ou torce o nariz quando a mãe põe na mesa a salada que faz tanto bem à saúde?
Pois o protagonista desta história era assim, só que ia muito além da cara feia: quando contrariado, quando ouvia um não, ele chovia. E não era qualquer chuvinha, não. Era temporal, tempestade, com raios e trovões de verdade. O pai, a mãe, os avós, a empregada, ninguém sabia o que fazer, ficavam todos apavorados, e todos tentando de tudo para o menino parar de chover. Um dia veio a gota d'água: ele simplesmente inundou a casa, e o que aconteceu é que a calamidade acabou sendo providencial. Foi ali, no meio da inundação, que os adultos encontraram a solução para o aguaceiro, para ajudar o menino mimado a ver o mundo com outros olhos e deixar a chuva só para os dias em que acordava muito mal-humorado.
Cláudio narra a história do menino das lágrimas sem usar em nenhum momento o verbo "chorar" ou o substantivo "choro". Ágil, divertida, sua narrativa em versos revela com sutileza todo o jogo de contradições emocionais que agita o cotidiano das personagens. O enredo se arma como uma seqüência de cenas curtas e expressivas, o que pode inspirar, em sala de aula, um bom exercício de teatralização.

Livro: A Parte que Falta 
Autor (texto e ilustrações): Shel Silverstein
Tradução: Alípio Correia de Franca Neto
Editora: Companhia das Letrinhas
Sinopse: O protagonista desta história é um ser circular que visivelmente não está completo: falta-lhe uma parte. E ele acredita que existe pelo mundo uma forma que vai completá-lo perfeitamente e que, quando estiver completo, vai se sentir feliz de vez. Então ele parte animado em uma jornada em busca de sua parte que falta. Mas, ao explorar o mundo, talvez perceba que a verdadeira felicidade não está no outro, mas dentro de nós mesmos. Neste livro, leitores de todas as idades vão se deparar com questionamentos sobre o que é o amor e quanto dependemos de um relacionamento ou parceira para nos sentirmos plenamente felizes.


Livro: Coisas não ditas
Autora: Livia Brazil
Editora: Benvirá
Sinopse: – Lucie, namora comigo? Namorar? Namorar de verdade? Dividir a vida? Contar todos os segredos? Fazer mil concessões? Não, Lucie não estava preparada; aliás, isso nem passava pela sua cabeça. Ela só não contava ficar tão perturbada com a pergunta. Mas não, definitivamente não, assumir a paixão por Rafael para todo mundo era algo impensável. Sem saber lidar com a situação e às vésperas de estrear no musical dos seus sonhos, Lucie vê sua vida virar de pernas para o ar. E o turbilhão de ansiedade acaba trazendo à tona um segredo que ela guarda desde a infância. Coisas não ditas é para rir, sentir raiva, se emocionar... E para tornar a leitura ainda melhor, Livia Brazil indica as músicas que a inspiraram em cada capítulo. A playlist está nas primeiras páginas – aumente o som e boa leitura!

Livro: Cartas de Amor aos Mortos 
Título original: Love Letters to the Dead 
Autor: Ava Dellaira
Tradução: Alyne Azuma
Editora: Seguinte
Sinopse: Prestes a começar o ensino médio, Laurel decide mudar de escola para não ter que encarar as pessoas comentando sobre a morte de sua irmã mais velha, May. A rotina no novo colégio não está fácil, e, para completar, a professora de inglês passa uma tarefa nada usual: escrever uma carta para alguém que já morreu. Laurel começa a escrever em seu caderno várias mensagens para Kurt Cobain, Janis Joplin, Amy Winehouse, Elizabeth Bishop… sem nunca entregá-las à professora. Nessas cartas, ela analisa a história de cada uma dessas personalidades e tenta desvendar os mistérios que envolvem suas mortes. Ao mesmo tempo, conta sua própria vida, como as amizades no novo colégio e seu primeiro amor: um garoto misterioso chamado Sky. Mas Laurel não pode escapar de seu passado. Só quando ela escrever a verdade sobre o que se passou com ela e com a irmã é que poderá aceitar o que aconteceu e perdoar May e a si mesma. E só quando enxergar a irmã como realmente era - encantadora e incrível, mas imperfeita como qualquer um - é que poderá seguir em frente e descobrir seu próprio caminho.

Livro: Céu sem Estrelas 
Autora: Iris Figueiredo
Editora: Seguinte
Sinopse: Cecília acabou de completar dezoito anos, mas sua vida está longe de entrar nos trilhos. Depois de perder seu primeiro emprego e de ter uma briga terrível com a mãe, a garota decide ir passar uns tempos na casa da melhor amiga, Iasmin. Lá, se aproxima de Bernardo, o irmão mais velho de Iasmin, e logo os dois começam um relacionamento. Apesar de estar encantado por Cecília, Bernardo esconde seus próprios traumas e ressentimentos, e terá de descobrir se finalmente está pronto para se comprometer. Cecília, por sua vez, precisará lidar com uma série de inseguranças em relação ao corpo — e com a instabilidade de sua própria mente.

Vamos celebrar as crianças com uma boa dose de literatura?!

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

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Anteriormente ainda que de maneira descontraída indiquei duas leituras (O Livro Ilustrado dos Maus Argumentos e A Menina do Vale), que poderia dizer que se tratam de assuntos mais técnicos. Então hoje gostaria de compartilhar em  nossa Biblioteca Criativa um livro mais para entretenimento, mas que que abordam um assunto bem interessante para que está começando a se aventurar pelo universo da escrita que é a fanfiction, ou simplesmente fanfic.  

Para que não sabe a facfic, nada mais é quem uma narrativa ficcional criada por fãs com base em uma história já conhecida, podemos ela ser inspirada em um livro, filme, HQ, série de TV, jogo e etc.  Entre as fanfics que acabaram virando livros de sucesso pode citar Cinquenta Tons de Cinza  (fanfic de Crepúsculo), Os Instrumentos Mortais (fanfic de Harry Potter) e Sábado à Noite (fanfic da boyband britânica McFLY).  Depois dessa breve introdução, vamos conhecer um pouco do livro Fangirl. 

Escrito por: Rainbow Roweel 
Ilustrado por: Noelle Stevenson 
Editora: Novo Século
Sinopse: Cath é fã da série de livros Simon Snow. Ok. Todo mundo é fã de Simon Snow, mas para Cath, ser fã é sua vida – e ela é realmente boa nisso. Vive lendo e relendo a série; está sempre antenada aos fóruns; escreve uma fanfic de sucesso; e até se veste igual aos personagens na estreia de cada filme. Diferente de sua irmã gêmea, Wren, que ao crescer deixou o fandom de lado, Cath simplesmente não consegue se desapegar. Ela não quer isso. Em sua fanfiction, um verdadeiro refúgio, Cath sempre sabe exatamente o que dizer, e pode escrever um romance muito mais intenso do que qualquer coisa que já experimentou na vida real. Mas agora que as duas estão indo para a faculdade, e Wren diz que não a quer como companheira de quarto, Cath se vê sozinha e completamente fora de sua zona de conforto. Uma nova realidade pode parecer assustadora para uma garota demasiadamente tímida. Mas ela terá de decidir se finalmente está preparada para abrir seu coração para novas pessoas e novas experiências. Será que Cath está pronta para começar a viver sua própria vida? Escrever suas próprias histórias?


Cath e Wren são gêmeas e tiverem suas vidas transformadas no 11 de setembro de 2001, o dia que a mãe resolveu ir embora as deixando para trás. Wren sempre foi a mais descolada, a mais bonita, a que os caras sempre olham primeiro. Já Cath é introvertida, nerd, e sem muito talento para relacionamentos, a não ser aqueles que acontecem dentro dos livros ou da sua imaginação.  A única coisa que as irmã têm em comum fora o DNA é o amor incondicional por Simon Snow e fanfiction.

Quando elas entram para a faculdade, toda essa dinâmica entre as irmãs acabada mudando. Wren decide que já está na hora de elas crescerem e diminuir a dependência  uma da outra, e isso incluí deixar as coisas de Simon Snow. As escolhas de Wren não deixam Cath nada feliz, e esta se sente em um universo totalmente diferente do que ela estava acostumada, o  que a faz se sentir totalmente deslocada na nova realidade. Cath acaba tendo que dividir o quarto com Reagan, uma garota aparentemente de poucos amigos e um tanto intimidante, e de brinde ganha Levi o namorado dela, que vira mexe está por lá. Porém mesmo sem querer  Cath acaba fazendo novas amizades e descobre que as coisas podem não ser assim tão ruins ainda que seu círculo social se limite a conversas com o pai, Reagan, Levi, Nick (seu parceiro de escrita) e Wren. 

Eu me pergunto... - disse ela - se houvesse máquinas do tempo será que alguém usaria pra ir pro futuro?

Antes de cada capítulo temos uma trecho de um livro de Simon Snow (a versão da Rainbow de Harry Potter), que é a história que as irmãs se inspiram para criar suas fanfics. Foi por este motivo que achei que seria interessante falar sobre este livro aqui no blog. 

Fangirl é narrado em terceira pessoa e ao longo das páginas vamos acompanhando a evolução de Cath com a faculdade, o pai, as escolhas da irmã, novas amizades, a descoberta do amor, Simon Snow e Baz e o futuro da sua fanfic. Rainbow criou o livro Carry On que nos possibilita conhecer um pouco mais do universo de Simon Snow e entender melhor como funciona a relação de Cath e Wren com a história. 

Esta é uma leitura leve e cativante, que além de ser uma ótima forma de entretenimento pode ser uma boa opção para te inspirar e dar aquele empurrãozinho para criar suas próprias histórias e conhecer um pouco sobre esse universo das Fanfics. 

sábado, 7 de julho de 2018

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Olá Escritores!

Aqui é a Ayumi, uma das moderadoras do Projeto Escrita Criativa. Dessa vez quero contar para vocês sobre uma experiência muito legal que passei com o Laboratorio del Poeta aqui em Buenos Aires. Tive a oportunidade de ver uma aula de estrutura narrativa e quero compartilhar minhas descobertas!

Mas antes de revelar os segredos de uma boa história, que tal saber um pouco mais sobre o Laboratorio del Poeta?

Fundado em 2008, por Lisandro Gallardón e apadrinhado pela UBA de Filosofía e Letras (Universidad de Buenos Aires), o Laboratorio del Poeta é um espaço que oferece oficinas, tutorias e eventos relacionados à escrita, oferecendo serviços de forma on-line e presencial para todas as idades. Sua missão é dar beleza ao mundo mediante a assistência didática, revisão editorial e fusão de obras finalizadas ou em processo daqueles que participam desse espaço.

Seu objetivo específico é levar a intuição criativa e a inteligência compositiva do participante à sua máxima expressão a partir de uma abordagem de várias estratégias, baseadas na semiótica estética y na poética cognitiva, mediante a um acompanhamento constante e de alto nível académico acessível para todos. Não é necessário um conhecimento prévio para fazer parte do Laboratorio, os exercícios podem ser realizados tanto por crianças como por adultos.


Taller de Escritura Creativa Gratuito en la UBA - Laboratorio del Poeta from Nikolas Kafka on Vimeo.


Agora é a hora de compartilhar aquilo que eu aprendi. Vamos lá!


1.Toda história precisa de EMPATIA.

É a partir da empatia que a história chegará no mais íntimo do leitor. É a cereja do bolo que o fará conectar-se com os personagens e se interessar pela história. É o elemento chave que vai seduzi-lo.

E como chegar nessa empatia?

Não pense “esse personagem é como esse tipo de pessoa, então ele faria isso, isso e isso”, dessa forma você cairá nos clichês e nos padrões de sempre. Seja autêntico, coloque-se de verdade no lugar desse personagem, seja ele, sinta de verdade ao escrever a história, atue como ele.

Tudo isso fará com que a história tenha uma relação real com a vida.

Alunos atuando como os personagens que escreveram.

2. Situação de risco.

Criar a personalidade de um personagem nunca é fácil. Fazemos listas, atuamos, imaginamos, escrevemos biografias inteiras para tentar captar a essência de cada um, mas muitas vezes falhamos em alguns aspectos.

Uma boa forma é imaginar como o seu personagem reagiria em uma situação de risco.

Ele realmente seguiria tudo aquilo que acredita ou deixaria sua moral de lado? Faria o que diz ou ficaria petrificado diante uma situação arriscada? Quais são os medos que o dominariam? Qual tipo de “defeito” viria à luz?

3. Personagens e a estrutura da história.

É importante entender que o personagem deve ter uma evolução durante a história, que mude ou aprenda algo com todas as situações que passou. A estrutura narrativa moldeia o personagem ao mesmo tempo que ele moldeia a estrutura, isso significa que as situações da estrutura mudam o personagem e essa mudança pode levar a história (estrutura) para outros rumos. Se trata de um ciclo vicioso sem fim, o personagem é assim por conta da história e a história é assim por conta do personagem.

4. Linha de cotidianidade e abismo.

A linha de cotidianidade nada mais é do que aquilo que o personagem faz todos os dias, a rotina “sem graça” que não é interessante para o leitor. O abismo é algo que vai quebrar essa linha. É um acontecimento dentro da linha de cotidianidade que acontece após uma ação do personagem, que o leitor espera que aconteça algo, mas no final acontece o contrário (princípio de ação e reação. Ação do protagonista – reação/forças opostas que geram o abismo).

Exemplo: o personagem caminha até a porta para sair da sala (ação).
Expectativa: personagem sai da sala sem problema algum. Realidade: a porta está emperrada (reação).

É o abismo que vai exigir uma segunda ação do personagem, traz algo que o faça mover do lugar que está e buscar uma solução. É após o abismo que serão gerados os conflitos.

No caso do exemplo, o fato da porta estar emperrada o impede de sair da sala, gerando um conflito entre o que deseja o personagem e aquilo que ele tem no momento. Esse abismo pode gerar várias situações conflituosas, o personagem pode tentar sair pela janela, mas esta está coberta por uma grade de ferro, ele pode tentar arrombar a porta e quebrar uma cadeira ao tenta-lo.


5. Conflitos chaves.

Podem existir vários conflitos dentro da trama, mas é importante ressaltar dois momentos que interrompem a linha de cotidianidade. O Incidente Incitador que é aquele que dá início a todos os problemas, é a primeira faísca que acendeu o fogo da história e que vai chamar a atenção do leitor, dá lugar à curiosidade que leva à pergunta: “o que vai acontecer agora?”. E o Clímax do Último Ato é aquele último conflito em que o protagonista consegue resolver o problema planteado no Incidente Incitador, aquele acontecimento que todos os leitores esperam ansiosos, as famosas “batalhas finais”.


6.  Tipos de conflitos.

Em uma história podem acontecer três tipos de conflitos: intrapessoal, pessoal e extrapessoal. 

○ Intrapessoal são aqueles conflitos internos do personagem, pode ser algum dilema, problemas pessoais ou psicológicos, algo dentro do próprio protagonista que ele deve superar. 
○ Pessoal é algum tipo de conflito em relação a um outro personagem, a famosa dinâmica mocinho contra vilão. 
○ Extrapessoal é o tipo de conflito em que o personagem enfrenta o “mundo”, uma ditadura, uma ideologia, algo não relacionado diretamente com ele.

7. Arco narrativo.

É o caminho que o personagem percorre desde o Incidente Incitador até o objeto de desejo (algo que o personagem precisa, pode ser algo físico ou psíquico), não é em formato lineal, se apresenta em forma de dois arcos.

O primeiro arco é o do Desejo Consciente, é aquela meta clara que tanto o leitor como o personagem conhecem bem, é esse desejo que, tecnicamente, move o personagem em direção ao objeto. O segundo arco é o do Desejo Inconsciente, é mais profundo e se encontra nas entrelinhas, o personagem nunca dirá qual é esse desejo porque é o leitor que deve detectá-lo ao longo da leitura, através das ações e circunstâncias em que se encontra o protagonista.

Exemplo: Um personagem está estudando psicologia e diz: “quero terminar logo para ser alguém na vida”.
Desejo Consciente: quer terminar logo a faculdade porque é vantajoso formar-se jovem, abre portas no mercado de trabalho. Desejo Inconsciente: quer terminar logo para agradar os pais e poder estudar realmente o que quer no futuro quando estiver economicamente estável.


Esses foram alguns dos vários ensinamentos e experiências que tirei do Laboratorio del Poeta. A aula foi bem dinâmica e fizemos algumas atividades. No final nos juntamos em grupos para produzir um texto seguindo os novos ensinamentos e o atuamos depois, vendo as palavras no papel tomarem vida.



Espero que vocês tenham gostado. E se você mora, vem visitar ou quer fazer um intercâmbio na Argentina, não se esqueça desse “Taller de Escritura Creativa”! É gratuito, inspirador e no final do quadrimestre você ganha um certificado da UBA.

Até a próxima, escritores!


Saiba mais sobre o Laboratorio del Poeta aqui!

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