domingo, 27 de setembro de 2020

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Licença Creative Commons, por Susan Yin

Uma das grandes dúvidas que existem ao publicar um livro pela primeira vez é a diferença entre o registro ISBN e o registro de direitos de autor. Muitos podem pensar que se trata da mesma coisa ou que ao ter um não é necessário ter o outro, porém os dois se referem a questões bem diferentes em relação ao livro.


Já fizemos o passo a passo de como registrar a sua obra na Biblioteca Nacional (registro de direitos autorais), mas o que isso implica?

 

Registro de direitos autorais.

 

O que é?

De acordo com a biblioteca nacional: “você pode solicitar o registro para garantir maior segurança jurídica e evitar ou facilitar a resolução de conflitos judiciais e extrajudiciais futuros através da certificação pública de sua declaração de autoria ou titularidade sobre a obra intelectual”.

 

Para que serve?

Tomando as palavras da Biblioteca Nacional: “O serviço possui como resultado o assentamento (registro) e a publicação das informações legais declaradas pelo autor/titular no requerimento de registro, conforme cópia da obra intelectual depositada. Além disso, é garantida a preservação da cópia da obra intelectual registrada, pelo prazo de duração dos direitos patrimoniais, para consulta e referência futura, ressalvadas as restrições de acesso às obras inéditas, em atenção aos direitos morais do autor”.


Em resumo, o registro diz que a obra é sua e que ninguém pode copiá-la, distribui-la ou usá-la sem a sua autorização, já que você é dono dela. O registro protege o autor no caso de plágio.

 

Onde realizo o registro?

Ele deve ser realizado na Biblioteca Nacional, o primeiro passo é preencher um formulário disponibilizado na página deles, você deve imprimir o seu manuscrito e enviar por correio ou levar até um dos postos. Você pode encontrar o passo a passo aqui.

O registo também pode ser realizado na Câmara Brasileira do Livro de maneira digital (o registro sai no momento em formato digital) com tecnologia blockchain, porém o valor desse registro é mais caro que o da Biblioteca Nacional.

 

O número de registro precisa ir no meu livro?

Não! Não é necessário, o certificado de direitos autorais deve ficar guardado com o autor.

 

É obrigatório ter registro para publicar o meu livro?

Dependendo do lugar que você decidiu publicar não é necessário (como Amazon, Clube de Autores, UiClap, Bubok), porém, ao enviar para editoras, é recomendável que você tenha algo que demonstre que os direitos são seus para evitar futuras complicações.

 

Existe uma maneira gratuita de registrar a minha obra?

Na Biblioteca Nacional não! Porém, uma forma de garantir os seus direitos seria enviar a obra inteira para você mesmo por e-mail, já que a data do envio fica registrada e o conteúdo do livro também. Você pode usar alguns sites alternativos como Safe Creative.

 

Registro ISBN

 

O que é?

O ISBN é um padrão numérico de identificação do seu livro, sua sigla é em inglês e significa “Internacional Standard Book Number”. Seu número é criado a partir de um sistema de registro usado no mercado editorial do mundo inteiro, e é composto por 13 números que indicam: autor, país, editora e a edição.

 

Para que serve?

Ao ser um número de identificação internacional, gera uma enorme facilidade de reconhecimento/identificação o seu livro para as redes de varejo, bibliotecas e sistemas de catalogação.

De acordo com o site da CBL: “Graças a essa combinação, é possível individualizar e catalogar as informações particulares e específicas de cada uma das diversas publicações produzidas ao redor do planeta. [...] permite o compartilhamento de metadados das obras em diferentes sistemas”.

Em resumo, é como se fosse um documento de identidade da sua obra, assim como você tem RG, CPF ou Passaporte.

 

Onde realizo o registro?

Atualmente, o registro deve ser realizado na Câmara Brasileira do Livro. Você deve se cadastrar na página deles e registrar-se como pessoa física ou pessoa jurídica (é cobrado um valor para o cadastro, no caso de já possuir o cadastro antigo da FBN não é necessário o pagamento da taxa), depois é só pedir o ISBN da sua obra no site deles pelo valor de R$22.

 

Esse número precisa ir no meu livro?

Sim! O número de ISBN deve ir na contracapa do seu livro e na parte interna também. A CBL também emite código de barras para uma melhor leitura/localização do seu livro nas livrarias (lembrando que para ter o código de barras, você precisa realizar este pedido e pagar o valor correspondente, ele não vem junto com o número de ISBN).

 

É obrigatório ter esse número para publicar o meu livro?

Depende da plataforma. Em muitas das plataformas independentes não é necessário ou elas mesmas providenciam, já no caso de publicar com as editoras, são elas que devem emitir o número de ISBN.


Existe uma maneira gratuita de ter o ISBN?

Somente se a plataforma de publicação ou a editora ofereçam. Caso contrário não existe essa possibilidade.


Posso usar meu ISBN de livro físico no e-book?

Não! Livros físicos e livros digitais devem ter ISBN diferentes porque justamente no código é especificado o formato do livro. Além disso, ao surgirem grandes alterações no livro (mudança de capa, capítulos, personagens, tradução) você deverá emitir outro ISBN já que esta será uma nova edição da sua obra.


O que significa cada parte dos códigos do ISBN?


Chegamos ao final do post de hoje e esperamos ter sanado as dúvidas de vocês! Então conta para a gente, você já fez o seu registro de direitos autorais e ISBN? Como foi a sua experiência?

quarta-feira, 16 de setembro de 2020

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Foto por fotografierende, via Unsplash.

 

Olá, escritores!

Vocês já ouviram falar ou sabe o que é uma lauda? Para que ela serve e por que os orçamentos no campo literário/textual são feitos baseados nela? Continuem lendo, porque nós vamos te explicar tudinho!


O que é uma lauda?

Segundo o Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa, a palavra lauda foi usada pela primeira vez em 1361. Sua origem é duvidosa, mas ela pode ter quatro significados. São eles:

 s.f. (1361) cada lado de uma folha de papel 2  gráf página de livro (impressa ou em branco) 3  cine rád teat tv cada uma das páginas, ger. em folha padronizada, de um script ou roteiro 4  edit gráf rád tv folha escrita com contagem de toques padronizada por órgão de imprensa ou editora, us. na elaboração de matérias jornalísticas e de originais de publicação ¤ etim orig.duv.

Clique para ampliar.

Apesar de todas as acepções existirem, quando estamos trabalhando com livros (literários ou não) e artigos (impressos ou para a Internet), focamos no quarto significado do verbete, que afirma que a lauda é uma “folha escrita com contagem de toques padronizada por órgão de imprensa ou editora, usada na elaboração de matérias jornalísticas e de originais de publicação”.


O que diferencia a página de uma lauda?

Agora, talvez vocês estejam se perguntando então, “por que as pessoas não falam logo ‘página’? Por que elas insistem em orçar a lauda?”. Nós já vimos qual é a definição usada no mercado editorial e é nela em que encontramos as respostas para essas perguntas. Observemos as palavras-chaves: “contagem de toques padronizada”. É nesse trecho da definição que devemos focar.


A página pode ser formatada de qualquer forma, já a lauda tem uma formatação igual/fixa (com pequenas variações, conforme veremos adiante), combinada previamente com o profissional que prestará o serviço ao escritor/editora/veículo de comunicação/publicação científica (seja esse profissional o tradutor, leitor crítico, o editor, o preparador ou o diagramador do texto).


Vejamos um exemplo prático

Tomemos como exemplo o texto do post 6 dicas de como acreditar em si mesmo e se assumir escritor. Formatado em Times New Roman, tamanho 12, espaçamento simples, este artigo ocupa 3 páginas (duas inteiras e o começo da terceira).

Exemplo de formatação.

O mesmo texto (também em Times New Roman, tamanho 12), com espaçamento duplo ocupa 5 páginas (quatro inteiras e o começo da quinta).

 

Mesmo texto do exemplo anterior, com mudanças na formatação do espaçamento.

Essas variações podem ser infinitas a depender do tipo da fonte, do tamanho escolhido, da disposição das imagens e suas legendas (caso haja) e de todas as variações que um texto pode apresentar. Sendo assim, cobrar por preço da página é injusto tanto para o profissional (que poderia receber um texto com fonte tamanho 8, só para caber mais texto em menos espaço e portanto, pagar menos pelo trabalho), quanto para o autor (que não teria nenhum parâmetro de como o trabalho está sendo orçado/cobrado para avaliar se o valor é válido ou não).


Portanto, realizar um trabalho textual baseado em laudas é um caminho mais justo porque a lauda é um padrão preestabelecido baseado na “contagem de toques padronizada”, como já havia nos dito o dicionário.



Qual é o padrão de uma lauda?

Aqui entra o X da questão. Lembram que eu disse há pouco que há pequenas variações no que diz respeito ao padrão da lauda? Elas são presentes partindo de três fatores que podem ou não estar combinados entre si:


  1.  Tipo de texto (literário ou não literário);
  2. Tipo de veiculação (revista científica, jornal, artigo para a Internet, livro físico, e-book);
  3.  Tipo de serviço (tradução/versão, leitura crítica, preparação, revisão, diagramação).

O que o autor tem que ter em mente é que os profissionais que trabalham com texto não têm uma regulamentação única, por isso as regras variam tanto*. De um modo geral, você deve sempre se atentar a quantos caracteres com espaço o seu texto tem, porque é isso que vai determinar o tamanho da lauda nas três situações.

Para encontrar a quantidade de caracteres com espaço, use a função “contar palavras” do Word.

 

A função "Contar palavras" fica no rodapé, no lado esquerdo.

Tamanho da lauda em média

O tamanho médio das laudas variam de acordo com o serviço prestado. Abaixo estão os tamanhos que encontramos em nossas pesquisas (as referências estão no fim do post).


Na tradução/versão

O Sindicato dos Tradutores recomenda os seguintes padrões de lauda:

  •          2100 para a tradução/versão comum;
  •     1250 para tradução/versão juramentada.

Vale lembrar que a maioria dos tradutores optam por cobrar pela tradução por palavras, não por laudas.

 

Na leitura crítica, preparação e revisão de textos

No site do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo há uma tabela com o que eles recomendam de tamanho e preço padrão para trabalhos textuais de não-ficção. Ali, o tamanho para quem escreve não-ficção é de 1400 caracteres com espaço. Já no meio literário, as editoras costumam considerar uma lauda 2100 caracteres com espaço.

Entretanto, os dois números podem variar entre 1000 e 2600 caracteres com espaço (a depender dos 3 fatores mencionados no tópico anterior).

 

Na diagramação

Assim como acontece com os tradutores, há diagramadores que cobram por página (normalmente, quando há muitas ilustrações, gráficos, fotografias e elementos visuais no texto). A lauda da diagramação tem o tamanho médio de 1250 caracteres com espaço.


Como calcular a quantidade de laudas de um texto

Ao entrar em contato para o orçamento para um trabalho com o seu livro, muitos profissionais pedem que você envie o seu original para que eles mesmos calculem. Se eles pedirem, enviem o texto — é importante que o profissional veja o material com que ele vai trabalhar. Contudo, é importante que você saiba calcular a quantidade de laudas do seu texto para conferir se o orçamento foi feito certo.

Saber como este cálculo é feito também é importante em casos de encomenda de texto. Há escritores que recebem demandas com espaços limitados (como aqueles que publicam crônicas em jornais, revistas e sites semanalmente).

 

Para calcular você vai:

  1. abrir a opção “contar palavras”;
  2. verificar quantos caracteres com espaço você tem no seu texto;
  3. dividir esse número (de total de caracteres com espaço) pelo tamanho da lauda utilizada.


Um exemplo: Até agora este artigo tem 5628 caracteres com espaço. Esse número dividido por 1400 (lauda de não-ficção) é igual a 4,02 laudas (ou 4 laudas, se você preferir arredondar este número).

 

Salve este post no seu Pinterest, para não perder todas as informações de vista. 

Qual é valor financeiro de uma lauda?

Ok, sei que agora vocês querem saber sobre o quanto custa cada lauda. Mais uma vez, caímos no bom e velho “depende”. Normalmente, a lauda tem um valor fixo para cada profissional, não para toda a categoria de profissionais. Esse valor varia de região para região do país*. Além disso, o profissional pode considerar alguns fatores para estabelecer o preço da lauda:

  1. a formação que o profissional tenha (quanto mais experiente e qualificado, mais ele pode investir no valor da lauda); 
  2. complexidade do seu texto (uma coisa é trabalhar com “texto corrido”, outra é ter que trabalhar texto e tabelas, legendas, imagens, quantidade grande de notas, revisão de índice remissivo etc.);
  3. complexidade no assunto (se o trabalho realizado for sobre um assunto que o profissional não domine, provavelmente ele terá que se dedicar por mais tempo — fazendo pesquisas e estudando o tema — o que pode gerar um acréscimo no valor do trabalho);
  4. tempo para a realização do trabalho (alguns profissionais cobram taxa de urgência se o prazo for muito apertado).

 

Para saber mais:

Seguem abaixo algumas referências sobre tamanho e valor de laudas que me ajudaram não só a fazer esse post, mas também ao Projeto Escrita Criativa a orçar o trabalho dos nossos clientes:

Por fim, mas não menos importante, quero lembrar a todos que a equipe do Projeto Escrita Criativa oferece vários serviços na área editorial citados neste post. Para ver a lista completa e saber como pedir o seu orçamento, clique aqui.

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*Lembrando que, neste artigo, estou considerando o contexto brasileiro. Pode ser que, em outros lugares da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa — CPLP  o modo de trabalho seja outro. (Aliás, amigos dos outros países de Língua Portuguesa que sempre nos leem, como os serviços deste post são orçados nas suas regiões? Contem-nos aqui nos comentários! Adoraremos saber!)

quarta-feira, 9 de setembro de 2020

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Começar uma história nem sempre é a tarefa mais fácil do mundo, ainda que você seja uma pessoa criativa e determinada. Quantas vocês você já se deparou encarando a folha de papel em branco sem conseguir começar a primeira frase do texto, mesmo tendo mil e uma ideias fervilhando na cabeça?

Pode parecer algo bobo, mas a primeira frase de um livro é uma excelente forma de capturar a atenção dos leitores. Se consideramos que a capa e a sinopse são o primeiro contato do leitor com sua história, e a função desses itens são despertar o interesse de quem lê, a primeira frase do texto seria então instigar a continuar. Como base nisso separamos alguns exemplos de introduções para você refletir e se inspirar.  

Comece com uma verdade universal

Anna Kariênina, de Liev Tolstoi:
Todas as famílias felizes se parecem, cada família infeliz é infeliz à sua maneira.

Orgulho e Preconceito, de Jane Austen:
É uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro e muito rico precisa de uma esposa.

A Hora da Estrela, de Clarice Lispector:
Tudo no mundo começou com um sim.

Desperte a curiosidade

Crepúsculo, de Stephenie Meyer:
NUNCA PENSEI MUITO EM COMO MORRERIA — embora nos últimos meses tivesse motivos suficientes para isso —, mas, mesmo que tivesse pensando, não teria imaginado que seria assim.

Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis
Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte.

Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez
Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o coronel Aureliano Buendía havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo. 

Outlander: a viajante no tempo, de Diana Gabaldon
Não era um lugar muito provável para desaparecimentos, ao menos à primeira vista. 


Apresente o personagem


Um estudo em vermelho, de Arthur Conan Doyle
Em 1878 formei-me em medicina pela Universidade de Londres e fui para Netley, afim de fazer o curso indicado para os cirurgiões do Exército

Pequena Abelha, de Chris Cleave
ÀS VEZES EU PENSO que gostaria de ser uma moeda de uma libra esterlina em vez de uma menina africana.

Extraordinário, R.J. Palacio
Sei que não sou um garoto de dez anos comum.

Defina o cenário: espaço e tempo


O Hobbit, J.R.R Tolkien

Esta é uma história de muito tempo atrás. 

As Crônicas de Nárnia, de C.S Lewis
O que aqui se conta aconteceu há muitos anos, quando vovô ainda era menino.

Seja simples 

Fahrenheit 451, de Ray Bradbury:
QUEIMAR ERA UM PRAZER.

O ódio que você semeia, de Angie Thomas:
Eu não devia ter vindo pra cá.

Capitães da areia, de Jorge Amado
SOB A LUA, NUM VELHO TRAPICHE ABANDONADO, as crianças dormem.

Dite o tom

O Segredo das larvas, de Stefano Volp
Nesta história, todos nós vamos morrer antes de poder voar. 

Hibisco roxo, de Chimamanda Ngozi Adichie 
As coisas começaram a se deteriorar lá em casa quando meu irmão Jaja, não recebeu a comunhão, e Papa atirou seu pesado missal em cima dele e quebrou as estatuetas da estante. 

Kindred, de Octavia E. Butler
Perdi um braço na minha última volta para casa.
Essas são algumas ideias de como começar seu texto. Mas uma outra possibilidade que muitos escritores são adeptos é começar pelo fim. Sabendo como termina a história e o que acontece no meio pode ajudar a como criar um começo instigante.  

Como uma forma de fixação preparamos algumas sugestões de exercícios:


1. Separe seus livros favoritos e escreva a primeira frase de cada um. O que elas têm em comum? 
2. Selecione pelo menos três livros de um dos seus autores favoritos. Você percebeu o uso de algum recurso em comum no início de cada história? Se sim qual? 
3. Agora vamos fazer diferente, separe os trechos iniciais de cinco livros que você não gostou e compare-os com os de suas histórias favoritas. Qual a diferença? O que você mudaria para tornar mais atrativo.
4. Agora é sua vez, escolha pelo menos 2 textos seus mais antigos e 2 mais recentes. Você gosta da maneira que eles começam? Com os olhos de leitor você compraria um livro que começasse assim? 

Agora contem para gente quais livros te conquistaram já na primeira frase? 


quarta-feira, 2 de setembro de 2020

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Olá, escritores!

Este ano está sendo uma loucura, talvez nos separou um tempo para repensar e rever o que é mais importante e funcional. Conforme os anos passaram chegaram mais pessoas no Projeto e estamos muito agradecidas por cada um de vocês que acompanham a gente.

 

Setembro começou e nós resolvemos mudar alguns combinados em relação à funcionalidade do Projeto, já que percebemos que o Facebook não está tão funcional como antes e muitos participantes já não usam mais tal rede social. Também queremos contar sobre o andamento da segunda antologia.

 

Decidimos mudar como recebemos os textos que vocês produzem para a Blogagem Coletiva e para o Desafio Criativo. Agora vocês podem enviá-lo através de um formulário que se encontra aqui no blog, é só acessar a aba “como participar” e encontrar a opção “envie o seu texto”.

 


Uma vez enviado, o seu texto estará disponível nas áreas correspondentes em nosso site (“Blogagem Coletiva” ou “Desafio Criativo”) junto ao link dos demais participantes que já escreveram temas passados. Lembrando que vocês podem enviar quantos textos quiserem.

 


Isso significa que não abriremos mais o documento do tema do mês no grupo do Facebook, porém, os arquivos anteriores serão mantidos. Qualquer dúvida estaremos à disposição.

 

Finalizando este assunto, passamos para a segunda antologia do Projeto!

 

Queremos agradecer a todos que se inscreveram e que escreveram textos dos desafios e das blogagens passada. Neste mês de setembro começaremos a curadoria dos textos e logo entraremos em contato com os escritores para notificas as escolhas.

 

Uma vez que tenhamos acesso aos textos que entram na antologia, decidiremos juntos o nome e aceitaremos sugestões para a capa.

 

Um pedido muito importante, é que se vocês tiverem alguma dúvida ou consulta, nos escrevam por e-mail (contatoescritacriativa@gmail.com), porque o Facebook não está entregando mensagens deixadas no messenger da nossa página.

 

Continuem escrevendo!


quarta-feira, 26 de agosto de 2020

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Foto por Juja Han, via Unsplash.


Olá, escritores!
No post de hoje trazemos uma forma diferente de aprender e consumir conteúdos sobre literatura, criatividade e carreira: o podcast. 

Considerada uma versão moderna do programa de rádio, o podcast entrega para os seus ouvintes um material (informações, ciência, arte, entretenimento) que pode ser consumido a qualquer hora, em qualquer lugar. É uma forma prática, portanto, de aprender mais sobre um assunto específico quando você está lavando louça, passeando com o cachorro, fazendo faxina ou qualquer outra tarefa banal do dia a dia.

Nós, da moderação, selecionamos alguns podcasts para você colocar na sua playlist, aprender e se inspirar:

1. Toma aí um poema



Podcast literário: Criado por Jéssica Iancoski, o Toma aí um poema apresenta aos seus ouvintes poemas de diversos autores de diferentes eras. É interessante notar a curadoria realizada, porque cada episódio é curtinho e impactante, como uma boa poesia deve ser. | Ouça pelo YouTube aqui.

2. Rabiscos Podcast



Podcast literário: Apresentado pela escritora, jornalista e curadora de literatura, Jéssica Balbino, e pelo poeta Tadeu Rodrigues, o Rabiscos traz aos ouvintes entrevistas com vários escritores contemporâneos (incluindo uma das nossas moderadoras, a Fernanda Rodrigues). É interessante notar como é o processo criativo de cada entrevistado e o quanto podemos aprender com eles. | Ouça pelo YouTube aqui.

3. 30:min - Podcast de literatura



Podcast literário: Juntos, Vilto Reis, Cecilia Garcia Marcon, AJ Oliveira, Arthur Marchetto, e convidados discutem literatura de modo descontraído. | Ouça pelo YouTube aqui.

4. Wine about it



Podcast literário: apresentado por Bruna e Mayra, as hosts conversam toda semana sobre livros e vinhos. Quinzenalmente, um convidado se junta ao bate-papo.

5. A nossa língua de todos os dias



Podcast linguístico: apresentado pelo professor Pasquale Cipro Neto, esse podcast tira dúvidas de seus ouvintes sobre a norma padrão da língua portuguesa, de modo prático, rápido e musical.

6. Curta ficção



Podcast literário: apresenta temas relacionados à escrita e ao mercado editorial, com entrevistas de profissionais experientes.

7. Chá das cinco



Podcast literário: Os participantes discutem uma obra clássica da literatura mundial a cada episódio, como se estivessem em um clube de leitura.

8. Rádio Companhia



Podcast literário: criado pelo Grupo Companhia das Letras, a Rádio Companhia traz análise do mercado editoria, entrevista com autores e novidades sobre a editora.

9. Rusga



Podcast de escrita: apresentado por Vilto Reis, a proposta deste podcast é funcionar como um curso para escritores, trazendo temas pertinentes ao estudo da escrita e dos elementos da construção da narrativa.

10. EuQuipeCast



Podcast de empreendedorismo: apresentado por Bia Lombardi e Juliana Sena, esse é o podcast mais faça você mesmo na hora de criar e colocar seus projetos e ideias no mundo! 

10 podcasts inspiradores que você precisa conhecer!


Vocês têm o costume de ouvir podcasts? Conhece algum que quer compartilhar conosco? 
Deixe a sua opinião e sugestão aqui nos comentários.

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

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Foto: Jess Bailey




É normal ter mil e uma ideias, mas na hora de colocá-las em prática surge como se fosse um bloqueio por não saber como começar. Para te ajudar nessa etapa onde ideias abstratas começam a ser tornam algo concreto, separamos cinco dicas fundamentais para te ajudar no desenvolvimento do seu projeto. Confiram!

Dica 01: Conheça bem os seus personagens 


Boas histórias só funcionam se os seus personagens são verossímeis. Personagens que são completamente bons ou maus são estereótipos e portanto não são verossímeis. Para este feito você deve conhecer tudo sobre eles: aspecto físico, comportamento, psicologia, ideias, paixões, vida antes da história narrada, por exemplo.

Dica 02: Cada personagem principal tem um conflito


O conflito do personagem principal é a força motriz da trama. É uma necessidade interior, um desejo a ser concretizado ou uma reação a uma situação externa. O conflito é o que leva o personagem a agir e a mudar a condição das coisas.

Dica 03: Defina a premissa


A premissa contém o romance inteiro em apenas uma sentença: o conflito e sua resolução. Ela é o guia para o desenvolvimento para seu projeto. Ex: Uma jovem do interior do Amazonas decide ir para São Paulo, para se tornar uma estrela da música. Depois de várias obstáculos, ela finalmente alcança o sucesso. Nesse caso, a premissa poderia ser: desejo de ser uma estrela da música (conflito) e determinação leva ao sucesso (resolução).

Dica 04: Defina o cenário: espaço e tempo


Seus personagens atuam em um espaço e tempo bem definido que os influencia profundamente. Portanto, para tornar sua história plausível, é fundamental entender o cenário.
Ex: algo que pode ser considerado ultrajante em uma pequena cidade de 1700, seria visto como algo normal em uma grande cidade em 2019.

Dica 05: Como a história é narrada


Cada ponto de vista possui características específicas, por isso é importante definir como você deseja contar sua história. Para saber mais sobre o assunto não deixe de conferir a postagem sobre Foco Narrativo, nela você poderá entender qual tipo de narração é a melhor escolha para utilizar na hora de contar sua história, seja ela primeira, segunda ou terceira pessoa.

Na postagem Dicas de escrita: 10 pontos para observar no processo de escrita e revisão de um texto literário falamos um pouco sobre a importância  de observar o narrador do seu texto. Então vale  a pena dar uma olhada também. 

Quais dessas dicas você costuma utilizar na sua rotina? Tem mais alguma que gostaria de incluir nesta lista? Conta para gente nos comentários! 

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

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Todo mundo sabe que a capa do livro é o primeiro contato que o leitor tem com alguma obra. É ela que se destaca e que chama a atenção da gente quando caminhamos por alguma livraria ou descemos a tela do site da loja virtual, por isso é muito importante ter todo um cuidado na sua elaboração, além de que é um orgulho ter uma capa maravilhosa na sua estante com uma história mais maravilhosa ainda!

Então vamos lá!


1. Título legível.

O ser humano não gosta daquilo que não entende e não conhece, se ele tiver dificuldades em entender qual é o nome do seu livro pode ser que ele acabe passando batido, é importante que só de bater o olho, o leitor já consiga identificar o nome do livro. Uma letra cursiva toda trabalhada pode ser linda para um convite de casamento com o seu nome e o nome do seu amor, mas na capa de um livro torna a leitura muito complicada, você pode usar uma letra cursiva, porém, ela deve ser legível.

Vamos ao exemplo:


 2. O nome do autor.

O seu nome no livro pode aparecer menor que o título, maior que o título, em cima, em baixo, do lado. A decisão a tomar em relação ao seu nome é muito variante. Se você for um escritor conhecido, lançando um livro novo, você pode colocar o seu nome maior que o título, já que o nome chamará atenção de leitores fiéis para a nova história. Se você está começando a publicar, o título do seu livro é o que deve chamar atenção primeiro, por isso o ideal é que o título seja maior. Outra coisa interessante, é poder manter o mesmo tipo de fonte do seu nome em todos os livros, como se fosse uma marca registrada, assim os leitores já vão reconhecer e saber que o livro e seu, demarcando um estilo.

Exemplo:

 

3. As cores.

Você deve escolher bem as cores que irá usar no seu livro e entender o impacto que elas causam no leitor. A psicologia das cores existe e é importante pesquisar para ver a forma que uma cor específica pode estar relacionada ao conteúdo do seu livro. Cada uma delas passa uma intenção e emoção, sem falar que determinadas cores já estão associadas com temáticas específicas de livros. Você pode escolher uma palheta já criada e trabalhar com diferentes cores. Outro ponto importante: não escolha contrastes muito fortes, vários tons neon em contraste ou cores que desaparecem por serem muito parecidas.

Exemplo:

 


4. Cuidado com excessos.

Muita informação pode ser demais na capa do seu livro, o que pode deixar ela muito carregada, tirando a atenção daquilo que realmente importa. O ser humano não gosta e não se sente confortável com bagunça, você pode sim ter uma “bagunça organizada”, porém deve pensar com muito cuidado antes de encher a sua capa com um milhão de detalhes que são difíceis de entender à primeira vista. As capas com muitos detalhes e cheias de informações costumam ser ignoradas pelos leitores que ainda não conhecem o seu trabalho como escritor.

Exemplo:

 

5. Coesão.

Transmitir o clima e o gênero da história através dos elementos da capa é muito importante para chamar atenção daqueles leitores que são atraídos por esse tipo de gênero. Por exemplo, você não pode colocar uma faca ensanguentada na capa de um livro infantil, ou seja, a sua capa não deve gerar a seguinte pergunta ao leitor: “tá, mas o que a capa tem a ver com esse livro?”. Existem capas que realmente não têm uma relação clara com a história (por exemplo a capa de Crepúsculo), porém deve haver uma interpretação que está sim relacionada ao conteúdo da história. Se não existir uma explicação plausível, a capa do seu livro poderia ser de qualquer outro autor ou gênero.

Exemplo:

 


Lembrando que todas essas dicas são sugestões que você pode ou não seguir. Cada pessoa é única e possui um gosto diferente, mas lembre-se que a capa do livro deve “dialogar” com os leitores, afinal, eles são o seu alvo.

 

E se você quer fazer a capa do seu livro, mas não sabe exatamente por onde começar ou qual programa usar, nós do projeto temos 2 vídeos que podem te ajudar! Um sobre criação de capa de e-book no Canva e outro sobre a criação da capa completa no photoshop.

 


Agora conta para a gente, qual capa de livro você acha horrível e qual capa de livro você ama?

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

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Recebi a minha leitura crítica... E agora? Vem que o Projeto Escrita Criativa te explica!


Olá, escritores!
Ao longo dos anos trabalhando com leitura crítica, tenho notado que muitos dos autores não sabem muito bem o que fazer com o material recebido de retorno do leitor crítico. Então, fizemos esse post para ajudá-los a compreender como você pode aproveitar melhor desse feedback.

Não sabe o que é leitura crítica? Aperte o play!


É claro que o trabalho de leitura crítica vai depender um pouco do que você combinou com o seu leitor e do método que ele emprega para realizar esse trabalho. As dicas abaixo são baseadas no que eu faço quando eu recebo as leituras dos meus próprios textos e do que eu oriento aos autores quando eu realizo esse tipo de trabalho. Vamos lá?

1. Entenda que os apontamento da leitura crítica são para o texto, não para você

Quando recebemos a nossa leitura e ela vem apontando muitos problemas, pode acontecer de nos sentirmos os piores escritores do mundo. Por mais que seja frustrante receber críticas negativas, é fundamental separar autor e obra nesse momento e internalizar que a crítica foi feita ao texto, não ao escritor. Todos os escritores já criaram textos bons e não tão bons assim, por isso, receber uma leitura com muitos apontamentos não é o fim do mundo, pelo o contrário, é uma chance que temos de amadurecer a nossa própria escrita. É preciso lembrar que, se leitor crítico levantou os problemas do texto foi justamente para que eles sejam corridos, e o livro ganhe qualidade.

2. Mantenha a calma — você não precisa ter pressa

Depois de ler todas as observações feitas pelo leitor crítico, podemos seguir por dois caminhos: ou ter muitas ideias e já querer sair mudando tudo loucamente; ou se sentir em choque e não saber muito bem por onde começar. Nos dois casos, a nossa dica de ouro é: mantenha a calma. É importante refletir sobre o que foi apontado e avaliar quais são as mudanças que fazem sentido para aquilo que nós queremos de fato. Avaliar bem o que e como alterar o texto ajuda a reduzir o tempo de trabalho e a garantir a qualidade da obra. Esse tempo de reflexão faz parte do processo de edição.

Recebi a minha leitura crítica... E agora?!
Recebi a minha leitura crítica... E agora?!

3. Faça alterações no seu texto

Depois de ter compreendido o que o seu leitor sugeriu e de pensar sobre como as alterações devem ser feitas, vem o momento de fazer as mudanças em si. Aqui, vale experimentar vários caminhos de fazer e testar as múltiplas ideias que surgiram.

4. Descanse e deixe o seu texto descansar também

Receber um feedback, pensar em alterações e reescrever dá trabalho e é muito cansativo. Depois de mudar o texto, tire um tempo para se inspirar e recarregar as energias. Aproveite e deixe o texto descansar.

5. Faça (re)ajustes

Releia o texto ajustado anteriormente. Se possível, faça uma leitura em voz alta. Ler em voz alta ajuda a perceber não só questões de continuidade, mas também de ritmo. Se for necessário, faça reajustes no texto.

6. Envie para uma nova leitura / preparação e revisão

Texto pronto, chegou o momento de fazer algo com ele. Se a quantidade de mudanças foi significativa, sugerimos que você reenvie o texto para uma nova leitura crítica (pode ser o mesmo leitor ou outro). Se as mudanças não foram tantas, o texto pode ir direto para o processo de preparação, para — por fim — a revisão textual.

7. Aprenda com os apontamentos recebidos

É fundamental pensar quais pontos que foram trazidos na leitura desse projeto que podem ajudar na escrita dos próximos textos. O que você pode levar para o próximo livro? Quais são pontos que você pode prestar a atenção no futuro, quando voltar a escrever?

Síntese do post: 7 dicas do que você pode fazer quando receber a sua leitura crítica
Para baixar o infográfico:
No computador: clique com o botão direito do mouse e escolha a opção "Salvar imagem como".
Escolha o local e clique em "Salvar",

No celular: pressione sobre a imagem e escolha a opção "Fazer download da imagem".

quarta-feira, 29 de julho de 2020

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É bem comum que na hora de criarmos nossas história nosso foco em um primeiro momento fique na mensagem que queremos passar, nos fazendo esquecer que é igualmente importante pensar na forma que queremos transmiti-la.

Existem histórias ainda que possuam um grande potencial, acabam não conseguindo desenvolver a ideia de forma que gere conexão com o leitor. Muitas vezes isso ocorre devido a escolha equivocada na hora de definir a melhor maneira de contá-la.

Para diminuir as chances de isso acontecer com você, nós da moderação iremos listar  os principais tipos de narradores de maneira simples e objetiva, ou pelo menos vamos tentar.  Porém, antes de falar sobre os tipos de narradores que você pode utilizar para contar sua história é importante ter em mente  o que é o foco narrativo.

O foco narrativo, pode ser caracterizado como a “voz do texto”, ou seja, ele é o responsável por nos  apresentar a perspectiva e consequentemente o tipo de narrador que está contando a história.


O foco narrativo pode ser classificado basicamente em três tipos: Primeira Pessoa, Segunda Pessoa e Terceira Pessoa.

Foco narrativo de primeira pessoa


  • Narrador Protagonista: a história é narrada por um dos personagens principais. O personagem só pode narrar os eventos que ele/ela tem conhecimento.
Exemplo 1:  Dom Casmurro, por Machado de Assis
No dia seguinte entrou a dizer de mim nomes feios, e acabou alcunhando-me Dom Casmurro. Os vizinhos, que não gostam dos meus hábitos reclusos e calados, deram curso à alcunha, que afinal pegou. Nem por isso me zanguei. 

 Exemplo 2:  Flores Para Algernon, por Daniel Keys
Daí eu disse como é que eu vou contar istórias de peçoas que eu não conheço. Ela falou pra faze de conta mas eu já avizei que não era mimtiroso. Eu não conto mimtiras porque quando eu era menor eu inventava mimtiras e apanhava muito porcausa disso.

  • Narrador Coadjuvante: a história é narrada por um personagem secundário, que não é protagonista dos eventos narrados. Esse ponto de vista pode ser usado quando os personagens principais não estão cientes de suas ações.
Exemplo: Sherlock Holmes, por Arthur Conan Doyle
Encontramo-nos no dia seguinte, conforme o combinado, e inspecionamos os aposentos da Baker Street, 221 B, sobre os quais havíamos falado na véspera. Eram dois dormitórios confortáveis e uma sala de estar espaçosa e arejada, mobiliada com jovialidade e iluminada por duas amplas janelas. O conjunto era atraente em todos os aspectos, e o preço, tão módico, se dividido entre nós, que acertamos tudo ali mesmo e tomamos posse de nossos domínios. Na mesma tarde retirei meus pertences do hotel e Sherlock Holmes chegou na manhã seguinte, com várias caixas e maletas. 
A convivência com Holmes não era nem um pouco difícil. Ele tinha maneiras tranquilas e hábitos regulares. Era raro vê-lo de pé após as dez horas da noite, e quando eu me levantava de manhã, ele invariavelmente já tomara o breakfast e saíra. 


Foco narrativo de segunda pessoa


A  história é narrada por um narrador externo que se dirige diretamente ao leitor. Neste caso o leitor acaba por se transformar em um personagem da história, na maioria das vezes como protagonista.  Esse tipo de narrador não é muito utilizado, mas geralmente vemos esse tipo de narrativa em livros interativos e livros-jogos. 

Exemplos 1: O inimigo digital: Uma aventura interativa não oficial de Minecraft, por Athos Beuren

Você se enrola com a peça de lã e se encolhe na cama, onde acaba pegando no sono enquanto a tempestade faz a cabana toda ranger. Quando acorda, você ouve o cantar dos pássaros do lado de fora. Você retoma seu caminho sob o brilho do sol do fim  da tarde. Após contornar a montanha que o obrigou ao desvio pela Planície Grama Verde, você retoma o seu curso indicado pela bússola. Vá para 56.  

Exemplos 2: Quando uma garota entra em um bar, por Helena S. Paige


Você retorna ao seu banquinho, um pouco desamparada. Sente-se exposta, toda bem-vestida sem ninguém para conversar. O barman deslumbrante está lidando com um grupo barulhento, e o homem intenso que você encontrou mais cedo ainda está cara a cara com o colega. Você poderia ficar por ali mesmo e tomar o último drinque, mas tem a opção da exposição... com a certeza de encontrar canapés, pelo menos. 
 Se decidir permanecer, tomar outro drinque e ver o que rola, clique aqui.
 Se decidir conferir a exposição na galeria, clique aqui.
Este  exemplo foi retirado da versão e-book, na impressa no lugar de “ clique aqui”, haverá o número correspondendo a página que você deverá ir. 

Foco narrativo de terceira pessoa


A narrativa em Terceira Pessoa daria uma postagem própria graças as possibilidades que ela oferece, então hoje vamos focar apenas nas principais:

Narrador onisciente:  tem total conhecimento dos fatos e dos personagens. Assim, ele conhece o passado, o presente e o futuro dos personagens, bem como seus pensamentos e sentimentos, inclusive eventos que nenhum personagem conhece.

O narrador onisciente poder ser dividido em: narrador onisciente intruso, narrador onisciente neutro, narrador onisciente seletivo/múltiplo. Mas essa é uma conversa para outro dia.

Exemplo: Guerra e Paz, por Leon Tolstói

Como um ator que recita o papel de uma velha peça, o príncipe Vassili sempre falava indolentemente. Ana Pavlovna Scherer, ao contrário, apesar dos seus quarenta anos, era toda animação e entusiamo. Esse entusiamo tornara-se a alma de sua posição social, e, às vezes mesmo sem vontade, entusiasmava-se para não decepcionar os que a conheciam. O sorriso reprimido que Ana Pavlovna trazia sempre na face, embora não condissesse com seus traços cansados, exprimia, como nas crianças mimadas, a consciência absoluta de seu gracioso defeito, de que não queria, não podia e não achava necessário corrigir-se. 


Narrador observador:  narra apenas o que vê, o que observa, isto é, não participa da história e nem tem conhecimento total dos fatos e personagens.

Exemplo: As Intermitências da Morte, por José Saramago

Um dia, uma senhora em estado de viúva  recente, não encontrando outra maneira de manifestar a nova felicidade que lhe inundava o ser, e se bem com a ligeira dor de saber que, não morrendo ela, nunca mais voltaria a ver o pranteado defunto, lembrou-se de pendurar para a rua, na sacada florida da sua casa de  jantar, a bandeira nacional. Foi o que se costuma chamar meu dito, meu feito. 

Agora nos conte você como leitor prefere os livros narrados em primeira, segunda ou terceira pessoa? E como escritor qual seu tipo de narrativa favorita?

quarta-feira, 22 de julho de 2020

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Olá, escritores!

O dia nacional do escritor está chegando (dia 25 de julho), já fizemos um post sobre essa data e o que significa ser escritor para alguns participantes do Projeto. Acredito que cada escritor possui uma história que só ele pode contar, cada um coloca suas próprias emoções e cada um escreve por diferentes motivos, o que torna toda produção literária algo muito especial.

Já comentamos que, muitas vezes, temos a impressão de que ser escritor é um trabalho solitário, mas na realidade não é! A Fernanda fez um vídeo muito interessante onde fala sobre os diferentes profissionais envolvidos nesse processo.


E hoje, para ajudar você escritor, vamos retomar um vídeo do nosso canal. Isso mesmo! Você conhece o booktube?

Existe um movimento muito grande de escritores independentes e sabemos que é muito difícil criar o nosso próprio nicho, por isso precisamos da ajuda de outros na divulgação dos nossos livros, pode ser um booktuber, um bookstagrammer, booktwitter, blogueiros... Podemos todos crescer juntos, sempre quando um respeitar o trabalho do outro.

Por isso, deixo aqui o vídeo que explica um pouco mais sobre o booktube e como enviar o livro para eles, além de uma lista com booktubers maravilhosos!



Ju Cirqueira - Nuvem Literaria


Edu Feliciano - Luckyficious


Igor Vicente - Girassol com livros


Victor Almeida - Geek Freak


Melina Souza - Tea with Mel


Thaís Cavalcante - Pronome Interrogativo


Thaísa - Toca Geeky



Mell Ferraz - Literature-se

Paola Aleksandra

Aione Simões


Juan Jullian


E você, conhece algum booktuber para indicar para a gente? Ou quem sabe bookstagrammer, booktwitter, blogueiro... 

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